Eu já olhei pro céu e não vi o sol
Já me senti só no meio da multidão
E passei frio dentro de um vulcão
Já ouvi, e não escutei
Olhei, e não enxerguei
Senti um vazio que não acabava
Quantas noites eu deitei sem saber o que fazer?
Quantas lágrimas chorei sem ter nada pra dizer?
Quantas vezes eu corri, pra depois ter que voltar?
Quantos amigos já perdi por ter falado sem pensar?
Mas quando o dia era escuro,
você foi paz para o meu susto
E minha luz
Quando eu estava cego,
Era você quem estava perto
Pra me dar a mão
Enquanto estive no deserto,
Senti seus olhos sempre abertos
A cuidar de mim
Quando a madrugada era longa e parecia não ter fim,
Você veio me dar a certeza
Que não importa o que aconteça
Eu sei pra onde vou
Eu vou pra um lugar onde não há lágrima
Onde não há morte, nem pranto
E ninguém saberá o que é ficar triste ou sentir dor...
Eu vou morar ao lado de Deus. (Apocalipse 21:4)
(Autor: Fernando Khoury)
Ver dois caminhos e não saber qual vou seguir
Ter duas portas e não saber qual devo abrir
Virar à direita ou à virar à esquerda?
Seguir em frente ou voltar atrás?
Nas minhas mãos está a decisão
Um ponto final a essa interrogação
Mas minhas mãos, afinal, onde estão?
Elas apontam em qual direção?
Apontam pro céu?
Apontam pra terra?
Apontam pro nada?
Desistiram de apontar?
No meu coração está a decisão
Um ponto final a essa interrogação
Mas onde está, afinal, meu coração?
Meu coração está nos dois caminhos
E nas duas portas
Está na direita, na esquerda
Está na frente e atrás
O meu coração está na minha decisão, seja ela qual for
O meu coração está, enfim,
Nas minhas mãos.
Porque assim como eu faço minhas escolhas
As minhas escolhas também me fazem
Ser quem sou
(Autor: Fernando Khoury)