:: Turistas espirituais ::

Como então podemos saber o caminho?' Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”
João 14.5

Eis que Eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer Nela não será confundido.
Romanos 9:33

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
Isaías 53:5-6 


Se existe algo desesperador é querer chegar a um destino e não saber como. Não saber como ir, que transporte pegar, qual caminho seguir, em que rua virar. A única coisa que se sabe é que se quer – e muito – chegar. Mas quem é que chega sem saber que caminho trilhar?

Um dia desses estava perambulando por uma das movimentadas e calorentas ruas do Centro do Rio de Janeiro quando um turista desavisado que carregava uma bússola em sua mão me perguntou, com ar perdido, em que direção ficava a Igreja da Candelária – o monumento que ele mais ansiava conhecer no Rio.

Naquele momento, nos encontrávamos exatamente na esquina entre a Av. Rio Branco e a Av. Presidente Vargas. Quem conhece minimamente o Rio sabe que a Candelária fica exatamente na esquina entre essas duas ruas. Ou seja, na posição que estávamos, bastava olhar para frente e seguir ao sul pela calçada mais próxima por apenas 100 metros. É claro que existiam outros percursos, mas esse certamente era o mais rápido e seguro. É claro que existiam outras rotas mais sinuosas e incertas, mas todas elas, invariavelmente, só podiam apontar para um único sentido: o sul.

Eu sabia o caminho. Eu conhecia o destino a que aquele turista queria chegar, pois eu mesmo já havia trilhado meus passos até lá por diversas vezes. Então, apontando a direção com meus dedos, dei-lhe as coordenadas para que chegasse à Candelária.

Não sei por que, mas senti que o turista não havia acreditado na simplicidade da rota por mim proposta e na facilidade de se chegar ao destino que tanto almejava. Um ar de desconfiança dominou o seu semblante. Era como se aquele turista tivesse se decepcionado quando mostrei a ele que chegar ao destino que ele tanto almejava seria bem mais simples e fácil do que supunha. Não era preciso dar voltas. Não eram necessários mapas ou GPS. Não era preciso desvendar mistérios ou esclarecer dúvidas. A Candelária estava bem ali! Bastava seguir pela trilha que havia indicado. Bastava seguir em uma única direção. Bastava seguir ao sul.

Segundos depois, a impressão que havia sentido se confirmou: me agradecendo, o turista se despediu e firmou seus passos na direção oposta que lhe havia indicado. "Não preciso chegar tão depressa à Candelária", disse ele virando-se de costas. "Tenho tempo de sobra. Vou conhecer os arredores do Centro da Cidade primeiro".


Antes que pudesse sair para sempre do meu alcance, segurei-lhe pelo ombro e proferi aquelas que seriam minhas últimas palavras àquele turista: "Você é livre para tomar outros caminhos, mas lembre-se que a única direção que leva ao destino em que você quer chegar é rumo ao sul. Não existe outra”.

Ao vê-lo tomando a direção oposta, um sentimento de tristeza tomou conta de mim. Apesar de muito perto, aquele turista preferiu não alcançar o destino que tanto buscava. Pelo menos naquele momento.

O resto da história eu não sei. Não sei se ele acreditou nas minhas coordenadas. Não sei se ele conseguiu chegar ao destino final que tanto procurava. Não sei se, no meio do caminho, ele preferiu trocar a chance de conhecer a Candelária com seus próprios olhos pelos relatos de um guia experiente, que lhe contou a história e as curiosidades daquele monumento. Não sei se ele encontrou outra igreja histórica mais suntuosa e atrativa - e com ela se entreteu. Não sei se ele se deixou levar por outras vozes que lhe apontaram outras direções e acabou mudando o rumo. Não sei se ele duvidou e desistiu de buscar o que antes tão ardentemente procurava. Não sei.


O que sei é que existia uma, e apenas uma, direção para chegar ao local que aquele turista buscava. O que sei é que essa história parece muito com a jornada espiritual das pessoas que me cercam.

Ao longo da vida, tenho esbarrado com muitos "turistas espirituais" em busca do divino. Alguns motivados pelo amor, outros pela dor. Alguns com mais avidez, outros com menos. Alguns com mais sede, outros nem tanto. Alguns muito perto de encontrar, outros um pouco mais longe. Mas todos carregando algo em comum: a busca de Deus.

Se, diante da pergunta daquele turista, eu tivesse respondido que todas as direções o levariam à Candelária, soaria ridículo. Se eu dissesse que todos os caminhos seriam capazes de levá-lo ao destino que tanto buscava, pareceria brincadeira. Ele sabia que existia uma direção certa que o levaria até o lugar que tanto queria encontrar. Ele esperava que eu apontasse um caminho específico. Não fosse assim, não teria parado para se informar. Seria perda de tempo.


Da mesma forma que aquele turista, todos sabemos que, se queremos chegar a determinado lugar, temos que pegar uma direção específica, um caminho certo. Sabemos que não são todos os caminhos que nos levam aonde queremos. Do contrário, a vida real seria um conto de fadas.

Esse dado incontestável que é uma realidade em nossa vida material também o deveria ser em nossa vida espiritual. Contudo, os "turistas espirituais" não costumam aplicar esse mesmo raciocínio para suas jornadas em busca do divino. Antes, preferem acreditar que todos os caminhos levam a Deus. Como se a busca de Deus fosse constituída pela confluência de vários rios paralelos que, num determinado momento, desembocam todos no mesmo oceano. No oceano de Deus, não existem rios. Há apenas um rio que flui do trono de Deus (Ap. 22.1-2).


Todos os caminhos em busca do divino levam a Deus? Jesus diz que não. Muito pelo contrário: na seara espiritual, é mais apropriado dizer que todos os caminhos levam o ser humano para longe de Deus! De fato, todos os caminhos levam o homem a diferentes experiências religiosas, mas são incapazes de produzir o encontro renovador da criatura perdida com seu único e autêntico Criador. Todos os caminhos levam o ser humano a praticar “boas obras”, mas nenhuma delas é capaz de purificar o ser humano de sua inata maldade e salvá-lo de sua real perdição.  

Apenas um caminho é capaz de nos conduzir ao verdadeiro Deus. Todos os outros necessariamente nos levam ao diabo. Há apenas um caminho, uma verdade, uma vida. E chegar a esse caminho é mais simples do que você imagina. Não é preciso dar voltas mirabolantes. Não é preciso peregrinar rumo ao misterioso. Não é preciso compreender o incognoscível. Não é preciso ter uma experiência transcendental. Basta seguir um só caminho. Basta seguir a Jesus.  

Basta acreditar que Jesus é o Deus eterno encarnado que, por amor, entrou no espaço-tempo e fez-se história ao vir à Terra para morrer no meu e no seu lugar, pelos pecados que eu e você cometemos. Basta reconhecer que a nossa rebeldia custou um preço demasiadamente alto: a vida do Filho de Deus foi dada em nosso lugar, para pagar uma dívida que seríamos incapazes de quitar. Basta crer que “ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” . Tudo isso para nos salvar da morte eterna e resgatar nosso relacionamento de amor com Deus. Tudo isso por amor. 

Esse é o caminho simples que muitos “turistas espirituais” rejeitam. A pedra de tropeço que, subestimada, derruba muitos “turistas espirituais” bem intencionados. A manjedoura que, desacreditada por sua simplicidade, faz muitos "turistas espirituais" procurarem outros caminhos. Jesus é o caminho para o qual a Bíblia aponta. É a direção desprezada. O caminho desconfiado. A Bíblia é a bússola que aponta para o Sul! O divino está ao alcance dos nossos olhos, naquela cruz de madeira que estamos tão acostumados a menosprezar desde crianças. A distância que nos separa do divino é a de uma simples oração, sincera, de arrependimento e de aceitação de Jesus como único Senhor e Salvador. 

Jesus não é uma história bonitinha para crianças, tampouco um mito ou ficção. Jesus é Deus encarnado, a terceira pessoa da Trindade, e como pessoa que é clama por relacionamentos. Só nos relacionando com Ele, pela fé, poderemos dizer que O conhecemos. 

Não faça como aquele turista. Acredite na simplicidade da rota e na facilidade de se chegar ao único e verdadeiro Deus. O destino que você tanto almeja está perto. Olhe para cruz com outros olhos. Entenda o seu real significado. Compreenda o seu imensurável valor. Sinta o amor de Jesus por você. Conheça-o pessoalmente. Não troque a chance de conhecê-lo com os olhos do seu próprio coração. Abandone todos os relatos e interpretações de fontes secundárias, sejam elas quais forem. Leia você mesmo a própria Bíblia – e não o que os outros escrevem sobre ela. Saiba você mesmo o que a Bíblia diz – e não o que os outros dizem que ela diz. Leia o evangelho segundo aquele que é o próprio Evangelho. Leia o evangelho segundo Jesus Cristo. Qualquer outro evangelho é enganação travestida de verdade e sabedoria; é outro caminho.

Não se deixe seduzir por deturpações do verdadeiro Evangelho causadas por ícones religiosos que são incapazes de te salvar. Não se deixe levar por outras vozes, nem por outras direções. O caminho é simples e, talvez por isso mesmo, tão menosprezado e complicado por nós. Eu descobri o caminho de volta pra casa. Descubra você também. Ele está na Bíblia. Ele é Jesus.

Por Fernando Khoury


:: O choro por Chorão ::


Muitos choram a morte de Chorão. Eu também choro. Não pelo Chorão em si, mas pelo choro de uma alma que nunca encontrou o verdadeiro Consolo. 

Choro pelas lágrimas caídas ao chão de alguém que tinha tudo, e ao mesmo tempo nada. Choro pela dor de alguém que escolheu encher-se do vazio do mundo; por alguém que buscou o Amor onde ele não pode ser achado. 

Eu choro, enfim, não apenas pelo Chorão que se foi, mas pelos Chorões que ainda existem e um dia existirão, e que, carentes, daqui irão, sem nunca ter conhecido o Amor do Pai refletido em Jesus.

Quanto ao real Chorão e aos recentes relatos que afirmam ter sido o mesmo apresentado a Cristo, anseio muito que seja verdade. Espero, sinceramente, que ele tenha sido o ladrão da cruz que, em seu último suspiro, sentiu o amor e graça de Jesus e, nEle crendo, recebeu a salvação. Porque eu creio na graça avassaladora do Amor que salva até o último instante.

Por Fernando Khoury
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