:: O trigo, o joio e o Agricultor ::


“O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro”.

Mateus 13.24-30


Algumas pessoas fazem parte da igreja por causa de Cristo, e até gostam do pastor.
Outras fazem parte da igreja por causa do pastor, e até gostam de Cristo.

Algumas pessoas se animam a ir à igreja por causa dos amigos, mas depois continuam frequentando só por causa de Cristo.
Outras se animam a ir à igreja por causa de Cristo, mas depois continuam frequentando só por causa do clube de amigos.

Algumas pessoas vão à igreja para cultuar e adorar a Cristo, e até admiram o pastor – ou não.
Outras vão à igreja para idolatrar e paparicar o pastor, e até admiram a Cristo – ou não.

Algumas pessoas entronizam Deus nos altos céus em meio aos cânticos e louvores e o glorificam pelo pastor que possuem.
Outras glorificam o pastor e o entronizam acima dos querubins, exaltando o portador da mensagem em detrimento do Mensageiro.

Algumas pessoas saem da igreja ao se decepcionarem com o pastor ou com outros irmãos, mas deixam-se tratar pela graça curadora de Cristo e dEle continuam servos firmes e fiéis.
Outras aproveitam a oportunidade para abandonar o evangelho, apostatar da fé ou se afastar de Cristo, deixando-se dominar pela escravidão da falta de perdão, e dela se tornam servos fiéis.

Algumas pessoas se constrangem com o amor de Deus ao descobrirem o que o evangelho é capaz de fazer com seus muitos pecados, se entregam e, chorando, se santificam. Genuinamente convertidos.
Outras constrangem o amor de Deus ao fazer uso do evangelho como esconderijo dos seus muitos pecados, se maquiam de santos e, sorrindo, se condenam. Perdidamente convencidos.

Algumas pessoas aceitam a verdade das Escrituras e nela creem como palavra de Deus para salvar o homem.
Outras tentam moldar as Escrituras às suas próprias verdades e se autoconstituem deuses de uma falsa palavra incapaz de salvar.

Algumas pessoas afinam todos os seus atos e pensamentos à crença em Jesus. Santificam em Cristo a totalidade das suas atitudes e da sua razão.
Outras adaptam a crença em Jesus aos seus próprios atos e superstições. Crucificam a Cristo no madeiro do orgulho.

Algumas pessoas procuram o único tesouro que dá sentido à vida e, ao encontrá-lo, não o largam mais. Deixam pra trás tudo que têm, vendem tudo que possuem: o tesouro vira a razão do seu viver.
Outras procuram tesouros aleatórios que trazem felicidades passageiras e, ao encontrá-los, menosprezam o verdadeiro tesouro que um dia encontraram. Tratam-no como loucura ou, quando muito, como um tesouro comum, de igual ou menor valor às riquezas dos homens.

Algumas pessoas são chamadas cristãs por terem a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador.
Outras se dizem cristãs pelo simples fato de irem à igreja de Cristo semanalmente. Mas eu nunca vi um cliente ter a audácia de se dizer padeiro pelo simples fato de ir à padaria.

Sementes boas e ruins, plantadas no mesmo campo, por semeadores distintos. Todas se alimentando da mesma terra. Crescem juntas, bem próximas umas às outras. Chegam até a se confundir na aparência. Conseguem enganar a muitos, menos ao Agricultor. O Dono do campo nunca se engana, pois conhece pelo nome cada uma das boas sementes que plantou.  

Algumas pessoas são trigo. Outras, de tanto parecerem trigo, se acham trigo — mas continuam sendo apenas joio. Nós, no tempo presente, simplesmente não podemos saber quem é quem… e nem temos essa prerrogativa! Mas no dia da vinda do Agricultor, algumas serão libertadas da terra e abastecerão sua casa. Outras serão arrancadas da terra e lançadas ao fogo, juntamente com o inimigo que as plantou.

Não basta ser semente plantada no campo do Agricultor. É preciso ser trigo. Que, no mistério que existe na tensão entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana, não sejamos contados entre os joios, pela graça de Cristo.
Por Fernando Khoury
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