:: Escolhendo a melhor escolha ::

"Deus disse: pois eu os chamei, e vocês nem responderam; falei, e não me deram ouvidos. Vocês fizeram o mal diante de mim e escolheram o que me desagrada."

(Isaías 65.12)

Só existe escolha se houver opção. Só existe opção se houver, antes, liberdade. Pense comigo: só existe a possibilidade lógica de se fazer uma escolha se, num momento anterior, houver duas ou mais opções a serem feitas. Escolher é manifestar a preferência entre duas ou mais pessoas ou coisas. E só pode manifestar sua preferência aquele que é livre para tal. Portanto, não há escolha a ser feita se existir apenas uma opção. Da mesma forma, de nada adianta existir mais de uma opção se não existir liberdade. As vontades que temos fazem uso da liberdade que Deus nos deu para nos impulsionar a realizar as escolhas que queremos. Sem opção, não há escolha. Sem liberdade, não adianta haver opção. E é com o uso dessa liberdade que vamos construindo nossa própria vida, através das escolhas que fazemos. Quer ver?

Pare e pense nas várias escolhas que você já fez ao longo de sua vida, desde as mais simples até as mais complexas. Tomo suco ou refrigerante? Visto essa roupa ou aquela? Leio um livro ou converso no MSN? Faço vestibular pra Direito ou pra História? Falo o que penso ou não falo? Fico com aquele menino ou namoro com ele? Namoro com essa menina ou com aquela? Termino o namoro ou invisto na relação? Transo antes do casamento ou me preservo para o meu futuro cônjuge? Devo me casar agora ou esperar mais um pouco? Faço aborto ou assumo o filho? Continuo trabalhando nessa empresa ou tento algo novo? Deixo o dinheiro na poupança ou invisto na bolsa de valores? Compro uma casa própria ou moro de aluguel? Levo Deus a sério agora ou deixo para me preocupar com Ele quando eu ficar mais velho?

Como você pode perceber, a vida é feita de escolhas, sejam elas fáceis ou difíceis, pequenas ou grandes. E, dependendo da resposta que dermos a cada uma das perguntas acima, temos o poder de arruinar toda a nossa vida. Isto porque a vida que construímos depende das escolhas que fazemos. Nós somos a soma das nossas decisões. Cada escolha feita ontem ajudou a nos tornar aquilo que somos hoje. Cada escolha que fazemos hoje já está construindo a pessoa que seremos amanhã.

Isso tudo só é possível porque Deus não criou marionetes. Na verdade, ao criar o ser-humano, Deus poderia tê-lo feito como um boneco: sem vontade própria, sem poder de escolha, sem expressão, destinado eternamente a enfeitar a estante de um quarto. Mas Deus não quer robôs. Deus nos deu vontades. Deus nos deu opções. Deus quer pessoas com as quais possa se relacionar. Deus quer pessoas com vontades próprias, que tenham sentimentos e possam expressá-los. Deus quer lidar com as pessoas sem forçá-las a fazer algo, e sem escravizá-las nos seus gestos e atitudes.

Por essa razão, Ele não apenas colocou em nossas vidas muitas opções, mas nos deu o que alguns chamam de livre-agência - outros de livre-arbítrio -, para que pudéssemos tomar nossas próprias decisões e fazer nossas próprias escolhas. Deus nos fez livres, porque o amor só é verdadeiro se for livre, e Deus não quer receber um amor falso. Deus prefere o desprezo ao amor fingido (Ap 3.15). Deus não abre mão de que façamos nossas próprias escolhas, mesmo que nós venhamos a não escolhê-lo...mesmo que Ele não seja uma de nossas opções.

Toda escolha implica uma renúncia. Ao manifestar nossa preferência por uma pessoa ou coisa, deixamos várias outras opções para trás. Ao fazer uma opção, estamos sempre descartando alguma outra. No momento em que escolho ser advogado, por exemplo, estou abrindo mão de ser médico. No instante em que decido me casar e passar o resto da minha vida com uma pessoa, estou abrindo mão de vivenciar outros amores, e deixo-os ir embora sem qualquer tipo de dor ou saudosismo. Quando resolvo me tornar amigo do mundo, abro mão de me tornar amigo de Deus (Tg 4:4). Quando escolho nascer para Cristo, escolho automaticamente morrer para o mundo. Quando Jesus escolheu tomar a forma de homem para vir à Terra morrer por cada um de nós, Ele abriu mão da glória que tinha no céu, esvaziando-se e humilhando-se a si mesmo (Fp 2.7; Jo 17.5).

Assim, de opção em opção, vamos escrevendo um livro intitulado "minha vida". Cada um de nós é responsável por seu próprio livro e nenhum de nós pode acusar o outro por aquilo que escrevemos com o lápis que Deus nos deu. O que nos cabe, no máximo, é reconhecer o nosso próprio erro e reescrever as páginas que escrevemos de forma errada. Porém, até para reconhecermos o nosso próprio erro é preciso que se faça uma escolha: a escolha de ser humilde.

Se Jesus, mesmo sendo o Deus todo-poderoso, escolheu ser humilde, quem somos nós para não fazê-lo? O rei mais poderoso que já existiu não escolheu castelos e tronos, mas uma manjedoura. O Leão da Tribo de Judá preferiu se apresentar aos homens como um cordeiro. O Rei dos Reis todo-poderoso escolheu vir ao mundo não para ser servido, mas para servir e salvar vidas. Se Cristo, o Rei dos Reis, escolheu morrer por nós, devemos escolher viver por Ele. Se Cristo escolheu entregar seu coração por nós, também devemos escolher entregar nosso coração a Ele. Se Cristo escolheu dar a sua vida por nós, devemos escolher entregar nossa vida a Ele.

Deus nos deu o controle do barco da nossa vida. Temos a liberdade de virar o leme para a direita ou para a esquerda. Temos a opção de voltar atrás, parar, ou seguir em frente. Somos livres para fazer nossas próprias escolhas. Mas lembre-se: não somos livres para escolher as consequências de nossas opções. Cada escolha que fazemos, por menor que seja, sempre irá causar algum impacto não apenas em nossa própria vida, mas também na vida daqueles que nos cercam.

Por isso, cabe a nós buscarmos fazer sempre a melhor escolha. E, para escolher a melhor escolha, precisamos da ajuda de Deus. Portanto, não se comporte como aquela criança que, agora que cresceu um pouco, se acha totalmente capaz de tomar decisões sem pedir conselhos aos seus pais. Peça conselhos ao seu Pai. Peça a ajuda dEle, não importa o tamanho da escolha que você tenha que fazer. Para rejeitar o erro e fazer as escolhas certas (Is 7.15), devemos antes escolher ouvir a voz de Deus, mesmo que seja contrária à nossa própria voz.

Por Fernando Khoury
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